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domingo, 27 de janeiro de 2019

VILA NOVA - O COLORADO GOIANO



O Vila Nova Futebol Clube é a realização do Pe.José Balestiere que no ano de 1938 criou a Associação Mariana com o objetivo de incentivar o congraçamento das comunidades católicas e propiciar entretenimento à população. Pe. José Balesstiere não pensava estar levantando as colunas de um Clube que seria, em breve, o mais popular do Centro Oeste Brasileiro. O nome Vila Nova foi devido ao time ter nascido no Bairro da Vila Nova, conhecida como a vila mais famosa.


O então Major Francisco Ferraz de Lima, entusiasta do Clube Amador, ao lado de outros pioneiros, aceitou o desafio de fundar um time para representar o Bairro da Vila Famosa. Para tal missão, o Major contava com o idealismo do Pe. José Balestiere; Boaventura Moreira de Andrade, Luiz Rasmussem, Pedro Cavalcante, Garibalde Teixeira, José Balduino, entre tantos outros.


Em 1943, o Vila Nova foi fundado pelo coronel Francisco Ferraz de Lima, com a água benta do padre Giuseppe Balestière, e a benção de Gercina Borges, mulher de Pedro Ludovico Texeira, conhecida como a “mãe dos pobres”. No mesmo ano de sua fundação, o time foi inscrito na Federação Goiana de Desporto (FGD), e nesse mesmo ano passou a disputar competições no mês de julho. Devido a uma crise financeira, em 1946 o clube teve que mudar de nome e passou a se chamar Operário.


Entre os anos de 1950 a 1955 clube disputou torneios de várzea. Algum tempo depois, sob o comando de Onésio Brasileiro Alvarenga e Teodorico José da Silva, o clube começou a investir no Departamento de futebol e obteve a terceira colocação no estadual de 1958. Nos anos de 1959 e 1960 o time ficou em quarto lugar na competição.


O primeiro título do Vila Nova Futebol Clube chegou no dia 13 de março de 1961. o clube foi campeão do octogonal Goiânia/Anápolis. Já no dia 21 de maio, conquistou a Taça Cidade de Goiânia, e no dia 8 de outubro foi campeão do 1º turno do estadual.O título do campeonato Estadual daquele ano chegou no dia 17 de dezembro.


No dia 15 de abril de 1962, o clube conquistou o bicampeonato da Taça Cidade de Goiânia, e no dia 22 de julho tornou-se bicampeão do Torneio Octogonal Goiânia/Anápolis.


Durante os 60 anos de História, o Vila Nova já conquistou 139 troféus de campeão de campeonatos, torneios e quadrangulares; 58 taças de vice campeão e 10 de terceiro lugar em competições em âmbito regional, estadual e nacional.



Curiosidade
Fundado como Vila Nova Futebol Clube, o time mudou de nome em 1946, quando virou Operário Futebol Clube. Em 1949, nova mudança e o time passa a se chamar Araguaia. Mas esse nome dura pouco. No ano seguinte, o nome do clube fica Fênix Futebol Clube. Essa denominação dura até 1955, quando o clube volta a ser Vila Nova F.C
TÍTULOS
 Campeão Brasileiro Terceira Divisão 1996 (Invicto);
Campeão Goiano 1961/62/63, 1969, 1973,1977/78/79/80, 1982, 1984, 1993, 1995,2001 e 2005;
Campeão da Copa Goiás - 1969,1971,1976;
Campeão da Copa Leonino Caiado - 1977, 1979 e 1981;
Campeão da Taça Cidade de Goiânia - 1961/62, 1972;
Campeão da Taça Goiás - 1966;
Campeão do Torneio Goiânia-Anápolis - 1963 e 1964;
Campeão do Torneio Início para o Campeonato Goiano - 1961, 1963, 1965, 1967, 1969, 1972 e 1973;
Campeão da Taça João Paulo II - 1980;
Campeão do Torneio Diário Associados - 1961 e 1962;
Campeão do Troféu Independência - 1972;
Campeão do Torneio Otávio Lage - 1967;
Campeão do Quadrangular Internacional Joaquim Coelho - 1970;
Campeão do Quadrangular João de Brito Guimarães - 1967;
Campeão do Torneio Escola Técnica Federal de Goiás - 1976;
Campeão do Torneio Seletivo para o Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão em 1977;
Campeão da Segunda Divisão Goiana - 2000;
Campeão Goiano de Juvenis - 1969/70,1973/74, 1976,1987,1993, 1998,1999,2002;
Campeão da Taça Mané Garrincha de Juvenis - 1989,1992,1999,2000,2003,2004;
Campeão Goiano de Juniores - 1980,1985,1987,1991/92,1999,2000,2003 e 2005;
Campeão Taça Goiás de Juniores - 1998, 2001 e 2004;
Campeão Goiano de Infantil - 1987,1995;
Campeão Goiano Infanto-Juvenil em 1998;
Campeão da Taça Governador Maguito Vilela - 1997;

Basquetebol
Campeão Sul-Americano - 1974;
Campeão Taça Brasil - 1973;
Campeão da Taça Ivan Raposo - 1973;
Mundial de Basquete 3° lugar - 1974;

sábado, 26 de janeiro de 2019

SOU TRICOLOR DE CORAÇÃO!!!! - FLUMINENSE FOOTBALL CLUB




O Futebol surgiu no Brasil, mais precisamente no Estado de São Paulo, com Charles Miller, que retornando da Inglaterra em 1894, trouxe consigo as bolas e o sonho de ver o futebol crescer no país. Em São Paulo começaram a surgir os clubes São Paulo Athletic (que só praticava o cricket), o Sport Club Internacional e o Club Atlético Paulistano.

Após a vitoriosa iniciativa de Miller, o futebol no Brasil se consolidava. Em 1901 o jovem Oscar Cox, que voltava da Suíça onde estudou e aprendeu a gostar de futebol, inicia suas tentativas de formar um time no Rio de Janeiro. Nesta época foi fundado o Club Brasileiro de Cricket, que passou a ser chamado mais tarde de Paysandú Cricket Club.

Em 01/08/1901, o primeiro time formado por Oscar Cox e seus companheiros parte para Niterói para enfrentar um time formado por ingleses. Em 19/10 os cariocas enfrentam os paulistas em São Paulo, antevendo o que mais tarde seria o Torneio Rio-São Paulo.

Oito anos após Charles Miller introduzir o futebol no Brasil, o Fluminense Football Club foi fundado por Oscar Cox e mais 20 membros. Em 21/07/1902, em reunião à Rua Marquês de Abrantes, 51 - residência de Horácio da Costa Santos, nascia o primeiro clube de futebol do Rio de janeiro. Pioneiro no futebol carioca, em 01/08/1902 entraram os 20 primeiros sócios e em 10/10 mais 15 sócios.



O Fluminense surgiu como um clube específico para futebol e preocupava-se em promover o futebol junto ao público. Foi através de iniciativas pioneiras do Fluminense, como a promoção de partidas beneficentes, que o público, sempre crescente, manifestava seu entusiasmo pelo futebol. Isto contribuiu para o surgimento de novos clubes na cidade como o América F.C., Bangu AC e o Botafogo, todos fundados em 1904.

O Fluminense, cujo nome deriva do latim “flumem”, que significa fluvial ou rio, é considerado o verdadeiro clube do Rio, já que personifica todos os habitantes deste estado.

O primeiro jogo do Fluminense foi em 19/10/1902, contra o Rio Football Club, no campo do Paysandú. O resultado foi uma goleada do FLU por 8 x 0. Os gols foram marcados por Horácio da Costa (3), H. Vasconcellos (2), Félix Frias, Eurico de Moraes e A Simonsen. Em 06/09/1903 estréia o Fluminense em jogos interestaduais no campo do Velódromo, em São Paulo. De três jogos o Fluminense empatou um e venceu dois jogos.

INSTALAÇÕES DA SEDE

A primeira instalação pretendida pelo Fluminense, à Rua D. Mariana foi recusada pelo proprietário. Então, em 17/10/1902 surgia a primeira instalação do Clube na Rua Guanabara (atual Pinheiro Machado) esquina com Rua do Roso (atual Coelho Neto). O Fluminense alugava o terreno do Banco da República por cem mil réis.

Em 1903, o campo do Fluminense foi nivelado por duas máquinas puxadas por um burro chamado Faísca, que usava luvas calçadas por seu dono, para não comprometer o gramado. Faísca ficou famoso como “o burro mais elegante do Rio de Janeiro”. Mais tarde o terreno, que era do Banco da República, foi comprado por Eduardo Guinle e a sede do Fluminense, que era uma casinha caiada de branco e servia de moradia ao vigia, começa a ser construída. Após a instalação de água e water closet, o Fluminense já pagava o dobro do aluguel.




Em 14/08/1904 foi realizado o primeiro jogo interestadual no Campo da Rua Guanabara contra o Paulistano. O Flu perdeu de 0 x 3. Esse foi o jogo inaugural da nova praça de esporte no Rio de janeiro e a Diretoria do Fluminense mandou construir uma pequena arquibancada de madeira para acomodar o público, cobrando os primeiros ingressos para um jogo de futebol. Foram 806 sócios e 190 não sócios pagantes na bilheteria.



Em 1905 Eduardo Guinle construiu por sua conta, a primeira arquibancada em campos de futebol do Rio de janeiro. Concluído este melhoramento, o aluguel triplicou novamente. Neste mesmo ano, mediante empréstimo feito entre os sócios, foi demolida a primeira sede e construída a segunda.



A inauguração da 3ª Sede em 27/07/1915 foi muito comemorada, culminando com um baile no rink de patinação, quando foi entoado o 1º hino do Fluminense, de autoria de Paulo Coelho Netto.

Ainda em 1915, o Presidente Cunha Freire construiu arquibancada privativa para os sócios e suas famílias. O plano de expansão foi completado com a construção de um novo rink, aquisição de mobiliários, instalação elétrica, aumento das arquibancadas e construção das gerais.


Já em 1918, começam as reformas que vão dar origem a 4ª Sede do Flu. As obras terminam em 1920, sob a presidência de Arnaldo Guinle que contratou o arquiteto Hipolyto Pujol para projetar as dependências da Sede. Com vitreux francês e lustre de cristal, o Salão Nobre se tornou palco de muitos shows, bailes, desfiles, óperas, ballet e ainda hoje muito utilizado para festas, reuniões e gravação de filmes como: Anos Dourados, Dona Flor e
seus dois maridos, Villa Lobos, novelas e comerciais. A sede é própria e hoje é tombada pelo Patrimônio Histórico.

Em 1961, a pedido da Prefeitura e do Governo Estadual, parte de seu terreno foi desapropriado pela Sursan, para ampliação da Rua Pinheiro Machado, uma área de 1.084 m2 que culminou com a demolição de uma parte da arquibancada . O Governo indenizou o Clube pela perda de seu patrimônio e o Fluminense prestava novamente à cidade mais um serviço. A capacidade atual do estádio reduziu-se para 8 mil e o campo mede 72 X 105 m.

O UNIFORME
 
Em 17/10/1902 já estava aprovado pelo Fluminense o seu primeiro uniforme: 
camisa branca e cinza (metade de cada cor com escudo do lado esquerdo do peito), calção branco, meias pretas e boné cinza.  Sua primeira bandeira era branca e cinza clara com as letras FFC em vermelho.
 
Oscar Cox e Mario Rocha que estavam em Londres à procura do novo uniforme, encontraram dificuldade na combinação das duas cores, que já não agradavam muita gente.  Foi então que sugeriram por carta à Diretoria do Fluminense as cores encarnado, verde e branco, que estavam na moda em Londres. Sugestão aprovada em 15/07/1904, o Flu torna-se tricolor.
 
No campeonato de 1907, o Fluminense estreia o uniforme tricolor (camisa de lã com mangas compridas e escudo do lado esquerdo do peito), confirmando a vitória no ano anterior e conquistando os dois campeonatos subsequentes. Vitorioso nos campeonatos de 1906/1907/1908 (invicto)/1909, o Fluminense torna-se o primeiro Tetracampeão do estado do Rio de Janeiro, com a Taça Colombo.  


Curiosidade do Tricolor
Bandeiras de países com as cores do FLU: México, Itália, Hungria, Irlanda, Bulgária, Costa do Marfim, Níger, Argélia, Madagascar, Índia, Irã, Líbano, Omã e Maldivas

Cores do Fluminense de acordo com a Escala Europa:
Vermelho(SR 2/8) – 50% ciano, 90% magenta, 80% amarelo, 20% preto.
Verde (SBG 2/4)– 90%ciano, 50% magenta, 80% amarelo, 10% preto.
 


A LIGA

Desde sua fundação o Fluminense teve como objetivo difundir o futebol no Rio de janeiro e criar um órgão que pudesse regulamentar e oficializar os jogos amistosos, além de reger o esporte no estado e dirigir o campeonato carioca. Em 08/06/1905 foi realizada no Fluminense a primeira reunião para a fundação da Liga Metropolitana de Futebol, que em 1907 passaria a se chamar Liga Metropolitana de Sports Atléticos. Participaram da reunião Fluminense, Bangu, América e Sport Club de Petrópolis. Depois juntaram-se o Rio Cricket, Paysandú Cricket e o Botafogo.

Em julho de 1905, em jogo Fluminense x Atlético Paulistano compareceram ao Fluminense o Presidente da República Rodrigues Alves e o General Souza Aguiar. Era a primeira vez que, no Brasil, um Chefe de Estado prestigiava com sua presença um jogo de futebol. Neste momento, o futebol começava a ganhar novos adeptos, já que crescia o público feminino, cuja presença fazia do futebol uma festa de elegância e distinção.

O HINO

O primeiro hino do Fluminense foi escrito por Paulo Coelho Netto em 1915, treze anos após sua fundação, uma rua das Laranjeiras recebeu sua homenagem, a antiga Rua do Roso. Em 1916 é composto por Antônio Cardoso de Menezes Filho, o novo e definitivo hino oficial do Clube. Mas a marcha de Lamartine Babo, composta na década de 40 conquistou o coração dos tricolores e imortalizou-se como Hino Popular do Fluminense.

OSCAR COX

Em 1910 o ex. presidente e fundador Oscar Cox, após ter deixado a presidência do Fluminense em 31/12/1904, parte definitivamente para Londres, recebendo

como despedida dos sócios do Fluminense uma mensagem encontrada em seus pertences após sua morte (07/10/1931 aos 51 anos, na França).

Junto com a mensagem havia um bilhete : “Cresswell, in case of my death , send to Mario Pollo, secretary of Fluminense Football Club, Rio de janeiro.” Sua vontade foi satisfeita. Oscar Cox é símbolo da disciplinada juventude de 1902, que por seu exemplo de perseverança tornou possível a existência do Fluminense.

CRISE DE 1911

Após uma série de vitórias consecutivas (1906/1907/1908/1909/1911) o elenco do Fluminense passou a exigir o direito de opinar na escalação do time para os jogos. O clube que tinha o “Grand Comitee” especialmente para este fim não concordou com a exigência. Apesar da vitória no Campeonato de 1911, esta crise interna no Fluminense provocou a saída de nove jogadores e do capitão da equipe para formar o time de futebol do Flamengo, que até então só tinha equipe de remo.

Ainda abalado, o Fluminense enfrentou o Flamengo em 07/07/1912, jogando com seu time de reservas e venceu por 3 x 2, solidificando o mito de clube vencedor. É o início do clássico Fla x Flu (denominação abreviada criada por Mário Filho). Em 1912 e 1913 o Fluminense fica em 4º lugar no Campeonato Carioca.

O Fluminense é o primeiro clube de futebol do estado do Rio de Janeiro, já que antes da crise de 1911, o Flamengo e o Vasco só existiam como clube de regatas.


ARNALDO GUINLE
PATRONO



Com apenas 4 anos de administração, Arnaldo Guinle promoveu grandes empreendimentos no Clube e recebe o mais alto reconhecimento, com o título de patrono, aprovado em 17 de julho de 1920, em Assembleia Geral.

Arnaldo foi o sócio de número 48, sendo admitido em 10 de outubro de 1902. Remido em 30 de maio de 1915 e benemérito a 4 de janeiro de 1916, assume a presidência do clube em 18 de abril do mesmo ano e permanece até 1930, devido a renúncia de Joaquim da Cunha Freire Sobrinho.

Arnaldo se destacou por ter construído o primeiro estádio do Brasil para grande público, construiu a primeira piscina em clube de futebol do Brasil, construção do ginásio, stand de tiro, estádio de tênis, construção da mais bela sede de clube de futebol do Brasil, com instalação nobre de vitreux francês e lustre de cristal, com pinturas de art noveau e o apoio ao futebol que deu ao Clube, seu primeiro tricampeonato. Criou também, o Conselho Deliberativo- o primeiro em clube esportivo do Brasil e o Natal das Crianças Pobres. Arnaldo foi um dos mais fortes participantes do movimento de implantação do profissionalismo no esporte carioca, em 1933. Quase no fim de sua gestão, o Fluminense recebe a visita do Príncipe de Gales, mais tarde do Rei Eduardo VIII e Príncipe George. A comissão de festejos do Ministério do Exterior incumbiu o Fluminense de organizar uma


partida de futebol em homenagem aos ilustres visitantes. Sob o patrocínio do F.F.C enfrentaram-se em 6/4/31 os paulistas e cariocas – 1 X 6.

Retornou a presidência do clube no triênio 43/44/45 quando desenvolveu as reuniões sociais, conseguindo que o quadro social atingisse a marca de 7.834 associados.

TORCEDORES

O Fluminense também sobressai por possuir torcedores ilustres e famosos, entre eles: presidentes, artistas e personalidades. Seu mascote, o Cartola destacou-se por simbolizar a imagem da aristocracia tricolor.

O jargão “pó de arroz” popularizou-se por causa do jogador Carlos Alberto. Vindo do América para o Fluminense em 1914 teve receio dos aristocráticos tricolores de cor branca porque era mulato. Diante disso, em um jogo realizado em 13/05/1914 tentou disfarçar sua cor colocando pó de arroz no corpo. Durante o jogo, o suor que escorria de seu rosto deixou-o com um aspecto malhado e todos da arquibancada gritaram “Pó de Arroz”, surgindo o apelido do clube.

A torcida do Fluminense é considerada pelo clube seu 12º jogador. O Fluminense ganhou em 1950/1951/1952 a Competição de Torcidas organizada pelo Jornal dos Sports.

Outros torcedores tricolores tornaram-se personalidades do Clube devido ao seu amor e sua fidelidade ao time.


Chico Guanabara – primeiro torcedor carioca, estimulava o time berrando e reclamando com o juiz.

Careca - O Super Homem Tricolor


Barriga – ganhando ou perdendo, bebia para comemorar ou chorar as mágoas e assim vivia pelo clube. Mas era respeitador e incapaz de palavras obscenas. Seu ídolo era Welfare.

Batista – preto bem afeiçoado, tinha passe livre dentro do clube. Era sargento da marinha e intermediava os jogos do Fluminense com o Riachuelo Football Club (restrito aos marinheiros)

Peitão – fuzileiro naval, tinha peito grande e possuía entrada livre no clube.

Em 1950, o “coitado do Fluminense” assim chamado pela imprensa, terminou o campeonato em 6º lugar. Sendo vitorioso em 1951 com o chamado “timinho” do técnico Zezé Moreira. Após esta vitória um detento tricolor enviou como homenagem ao Fluminense, um grão de arroz com o nome de todos os jogadores e do técnico escritos e ainda um escudo do Fluminense.

O eletricista do clube, João Costa organizou uma coletânea de fotos e espetáculos realizados pelo Fluminense em 1950. João possuía grande estima pelo clube.
 
 
Tricolores famosos:  Nelson Rodrigues, Jô Soares, Chico Buarque, Mario Lago, Pedro Bial, João Havelange, Fagner, José Carlos Araújo, J. Silvestre, Elis Regina,  Moacir Franco, Gilberto Gil, Bibi Ferreira, Valter e Ema D’ávila, Luiz Paulo Conde, Evandro Mesquita, Suzana Werner, Fernanda Rodrigues, Rosinha (esposa do governador do RJ Anthony Garotinho), Zilka Sallaberry, Silvio Santos, Antônio Ermírio de Moraes, Paulo Henrique Amorim, Sérgio Chapelin, Gérson, Hugo Carvana, Dora Vergueiro, Carlinhos Vergueiro.  Roberto Marinho é sócio há 70 anos do Fluminense.


SERVIÇOS PRESTADOS


Em 21/01/1919 para socorrer a Confederação Brasileira de Desportos que queria sediar o Campeonato Sul Americano de Futebol (Brasil venceu pela primeira vez), o Tricolor, em demonstração de força e prestígio, ergueu, em tempo recorde, o Estádio das Laranjeiras, com capacidade para 15 mil pessoas. Em 11/05/1919 foi inaugurado oficialmente o Estádio do Fluminense, o primeiro do país, com o jogo de abertura do Campeonato Sul Americano entre Brasil e Chile ( 6 X 0).

O Fluminense arcou com todas as despesas (que o governo “obrigou”) da obra e hospedagem das delegações. Por isso mereceu mensagem do Conde de Baillet Latour, embaixador especial do Comitê Olímpico Internacional : “Quanto ao Fluminense Football Club podemos, verdadeiramente dizer que prestou patriótico serviço, ocultando a responsabilidade financeira e técnica dos jogos em nome do governo e de várias associações atléticas do país e que firmou um novo e desinteressado marco no campo de serviço público, como instituição atlética particular”.

Novamente, graças a tradição e lealdade do Fluminense, seus sócios fizeram empréstimos ao clube a fim de garantir a construção da piscina, sede, estádio, quadras de tênis e basquete, linhas de tiro e bar externo. A esta altura o terreno já havia sido adquirido de D. Guilhermina Guinle. Ainda em 1919, Dom Joaquim Arcoverde deu a benção inaugural à piscina. Era a primeira vitória da capacidade e devotamento de Presidente Arnaldo Guinle e seus companheiros. Como comemoração seguiu-se o encontro de water polo entre os infantis do Guanabara e São Cristóvão.

No centenário da Independência realizou-se novo Sul Americano e o Fluminense, ao ser acionado, construiu mais um lance de arquibancadas aumentando sua capacidade em 5 mil lugares, totalizando 20 mil.


Em 13/09/1922 houve a solenidade de abertura das pistas de atletismo, embora as provas tenham começado em 03/09.

Em 03/10/1922 foi criado o prêmio Emmanuel Coelho Netto, em memória do jogador Mano, artilheiro do tri campeonato carioca de 1917/1918/1919. Mano, que foi a primeira vítima da violência no futebol, faleceu em 30/09/1922, aos 24 anos, em consequência de contusão durante uma partida. Hoje seu nome está na galeria dos beneméritos, no primeiro título post mortem da história do Clube.

O Natal da Criança Pobre foi instituído em 1923. Dona Guilhermina Guinle transferia ao Fluminense a contribuição em brinquedos que destinava à Casa dos Expostos, com a condição do livre ingresso de seus protegidos aos festejos realizados pelo tricolor. Mais de


6 mil crianças entraram no campo sem nenhum acidente. Entre brinquedos, doces, sorvetes e refrescos, o Fluminense proporcionava às crianças que iam ao seu estádio no dia de Natal um espetáculo circense completo. O Natal da Criança Pobre foi mantido pelos sócios do Fluminense através de donativos ou brinquedos. Em 1961 o Natal da Criança Pobre foi transformado, por sugestão de Paulo Coelho Netto, pelo presidente Jorge Frias em Natal dos Funcionários.


SOCIAIS DO FLUMINENSE


As reuniões começaram a evoluir em 1915 com sessões de patinação às quartas de 21h às 23h. Às 23h era servido o chá. Em 21/07/1917 o Baile de Aniversário foi a mais bela festa promovida por Arnaldo Guinle. Às 8h houveram provas esportivas, à tarde jogos e provas para sócios e suas famílias e à noite realizou-se o baile. Com ornamentação especial, flores, faixas, bandeiras e lâmpadas fizeram o espetáculo.

Em 1920 foram organizados os primeiros Chás Dançantes no bar da piscina, que deram vida nova ao clube. As sessões de cinema completavam o quadro. Óperas como “Aída”, “Loreley” e “Orfeu” incrementaram a vida social do clube, contribuindo para a criação do setor artístico sob a direção de Paulo Coelho Netto. Sua contribuição de Coelho Netto foi marcante, ele enfrentou e derrubou o preconceito generalizado, de que o futebol era divertimento de desocupados.

As vesperais de arte organizadas e dirigidas por Paulo Coelho Netto tiveram seu esplendor em 1925 e 1926. As óperas nunca foram cobradas pelos artistas devido ao prestígio de que Coelho Netto desfrutava nos círculos literários e artísticos. Mas os artistas nunca saíam do clube sem um ramo de flores. Na verdade, o Fluminense deveria ter um lugar de destaque entre as organizações culturais pelos serviços prestados à cultura artística. Era o clube de
maior atividade artística, social e esportiva do Brasil, com shows de artistas do rádio TV e teatro.

O Fluminense criou um curso de Dança Clássica , o primeiro do Brasil, ainda sob direção artística de Paulo Coelho Netto.

Em outubro de 1937 foi fundada a Escola de Instrução Militar do Fluminense. Em 1940/1941 os alunos do Fluminense ganharam a Taça Inspetoria de Tiro pelo 1º lugar de
disciplina e eficiência. A última turma foi em 1945, pois em 31/10/1945 o Ministro da Guerra declarou extintos os Tiros de Guerra e Escolas de Instrução Militar.

Em 1956 o Fluminense apresentou inovação na área social com os Discos Dançantes aos domingos no Bar da Piscina.

Artistas como : Moacyr Franco, Elza Soares, Elis Regina, Chico Anysio, Dorinha Durval, Ângela Maria, Caubi Peixoto, Eva Todor, Bibi Ferreira, Procópio Ferreira, Tônia Carrero, Paulo Autran, Maísa, Ari Barroso, Dorival Caymi, Silvio Caldas, Jamelão, Zilka Salaberry, Grande Otelo, Alda Garrido, Sérgio Brito, Ítalo Rossi, Cacilda Becker, Suely Franco, Nara Leão, Edu Lobo e outros fizeram shows no palco das Laranjeiras nas décadas de 50 e 60.


Em 12/05/57 foi idealizado e promovido pelo Depto de Publicidade do Fluminense a consagração da Mãe Tricolor do Ano e Mãe Atleta. Este evento representou a manifestação da gratidão oficial do Fluminense a todas as mães tricolores, cujos filhos contribuem para o clube.

Em 20/06/62 realizou-se no Salão Nobre, por iniciativa do Presidente Nelson Vaz e orientado por Paulo Coelho Netto e Arthur Antunes, o maior banquete esportivo que se tem notícia, no Brasil, em homenagem ao presidente da Confederação Brasileira de Desportos, João Havelange, que é benemérito atleta e benemérito do Flu. Mais de 500 pessoas participaram do banquete, incluindo embaixadores da Rússia e república Arábica, diplomatas dos EUA, Canadá, Inglaterra, Alemanha Ocidental, Bélgica, autoridades do judiciários, do legislativo e executivo, além de sócios e jornalistas.

Em 1964 é realizado na área social do Clube, o Primeiro Festival de Teatro Amador.

Em 06/06/1968 com a presença do Ministro Tokizo Araki foi inaugurada à entrada da secretaria, a placa de bronze que a colônia japonesa ofereceu ao Fluminense, comemorando a visita dos Príncipes Herdeiros do Japão, realizada em 27/05.


CINQUENTENÁRIO

O Presidente Fábio Carneiro de Mendonça, em 31/05/1952, iniciou a organização das comemorações do Cinquentenário de fundação do Fluminense. Em sua gestão foram realizadas obras de construção do tanques de saltos, tribuna de honra, cabines de rádio e TV, ginásio para basquete e vôlei com arquibancada coberta, teatro para 1550 pessoas, 6 sinucas, 5 pistas de esgrima com arquibancada e bar, estacionamento e dois blocos com 50 apartamentos de 2 e 3 quartos para os servidores do clube.

Em 01/07/1952 Paulo Coelho Netto e Antônio Leite são considerados pela Diretoria do Clube convidados de honra nos festejos comemorativos do cinquentenário.

Em 1952 Fábio Carneiro de Mendonça criou oficialmente a seção de Ballet Aquático. O maior feito esportivo do futebol do Fluminense no ano do cinquentenário foi a conquista da Copa Rio 52 – representou um campeonato mundial, da qual o FLU venceu invicto dos principais clubes internacionais da época.

No Cinquentenário do Clube houve encenação satírica da História do Fluminense, desfile, Orquestra da Rádio Nacional e recital de poesias de Coelho Netto, Garcia Lorca e Aurimar Rocha que ditou o hino do Fluminense Cinquentão , música de José Maria de Abreu e letra de Aurimar, Elsen Guedes, Glória Berenice, Hayrton Queiroz, Jorge Martins e Maria Alice.
Hino do Cinquentenário

Sou Fluminense Cinquentão
Da Taça Olímpica Senhor,
Das pistas Campeão,
Das Quadras vencedor, Por isso é que eu luto com ardor.
Sou Fluminense Cinquentão, da tricomia o coração
Outra coisa não posso dizer: Sou Tricolor por Tradição.

Em 01/07/1954 surge a Revista do FFC, substituindo o antigo Boletim Oficial, com tiragem de 15 mil exemplares, publicação mensal. O Diretor de Redação era Paulo Coelho Netto. Houve a colaboração especial de Barbosa Lima Sobrinho, presidente da ABL, José Brígido, Oduvaldo Cozzi, Adriano Neiva e Isaac Amar, além da “prata da casa” Antônio Leite, Paulo Coelho Netto, Luiz Murgel, Paulo Tapajós, Mauro Pinheiro, Argeu Afonso, Luiza Vilhena de Andrade e Ruy Porto. O primeiro número logo se esgotou tornando-se raridade para colecionadores. A tiragem no mesmo ano foi aumentada para 18 mil exemplares. O Fluminense foi talvez, o Primeiro Clube de futebol a ter um periódico na imprensa do país, pois a revista teve inscrição na ABI.





GRANDE BENEMÉRITO ATLETA

João Coelho Netto, o Preguinho, era atleta em oito modalidades pelo Fluminense: futebol, vôlei, basquete, waterpolo, saltos ornamentais, natação, hóquei e atletismo. Foi autor do primeiro gol do Brasil em uma Copa do Mundo, em jogo contra a Iugoslávia. Foi capitão da primeira Seleção Brasileira, que disputou a Copa do Mundo de 1930 em Montevidéu. Preguinho é um dos artilheiros do Fluminense com 184 gols marcados. É também o 2º cestinha de basquete.
Preguinho trouxe para o Fluminense 387 medalhas e 55 títulos nas oito modalidades que praticava. Em 30/04/1929 torna-se benemérito atleta. Em 22/01/1952 o Fluminense concede pela primeira vez o título de Grande Benemérito Atleta.



JOÃO HAVELANGE

O mais ilustre esportista torcedor do Fluminense, ex-atleta de Natação e Polo Aquático, conquistou títulos de Campeão Carioca, Paulista, Brasileiro e Sul-americano. Participou das Olimpíadas de Berlim (1936) e Helsinki (1952) como atleta e Melbourne (1956) como chefe da delegação Brasileira;
Foi o Primeiro não Europeu a ser eleito Presidente da FIFA, entidade máxima do Futebol Mundial, e à sua frente permaneceu por 24 anos;
Durante esse período tratou o futebol como um produto e a FIFA como uma empresa, introduzindo dessa maneira o futebol em uma era dourada;
Trouxe para o futebol uma visão de marketing internacional e comercialização dentro de uma série de novos desenvolvimentos e de eventos.
Faleceu em 16 de agosto de 2016, aos cem anos de idade.




BREVE CURRICULUM
1948 – 1949 Vice-presidente da Federação Paulista de Natação
1949 – 1951 Presidente da Federação Paulista de Natação
1955 – 1963 Membro do Comitê Olímpico Nacional
1956 – 1958 Vice-presidente da Confederação Brasileira de Desportos
1963 Eleito membro do Comitê Olímpico Nacional
1958 – 1973 Presidente da Confederação Brasileira de Desportos
1974 – 1998 Presidente da FIFA

TANTAS VEZES CAMPEÃO

O Primeiro campeonato carioca foi em 1906, o Fluminense foi vencedor de 9 dos 10 jogos disputados. O polêmico campeonato do ano seguinte foi organizado pela Liga Metropolitana de Football. Participaram: Flu, Botafogo, Paysandu e o Sport Club Internacional dissidência do Football Atlhetic. Ao fim do campeonato, o Fluminense e o
Botafogo terminaram empatados em número de pontos, com cinco vitórias e uma derrota cada, sendo que no 2º turno, o Internacional suspenso pela Liga, não compareceu aos jogos contra o Botafogo e contra o Fluminense, perdendo assim por WO . O regulamento da liga, feito antes do campeonato, dizia o seguinte:






“Fica resolvido que na presente estação quando se der empate no final do campeonato em vez de ser jogado o desempate, tira-se a média dos gols entre os empatados sendo campeão o que melhor média apresentar”.

Durante o campeonato, o Fluminense fez 16 gols e sofreu 7, ficando com um saldo de 9 gols, enquanto o Botafogo teve um saldo de 5 gols, fazendo 14 e sofrendo 9.
Pela lógica do regulamento, o Tricolor teria que ser campeão. Porém, o Botafogo alegando não ter enfrentado o Internacional, reivindicava uma partida de desempate, esquecendo que o Internacional também não enfrentara o Fluminense.

Após tumultuada reunião na Liga, que depois deste episódio foi dissolvida, nenhum dos dois clubes foi declarado oficialmente campeão. Somente em 1996, a Federação Estadual, em decisão administrativa, declarou os dois times campeões de 1907, beneficiando o Botafogo.

O Fluminense confirmou sua hegemonia no futebol carioca, ganhando ainda os campeonatos de 1908 e 1909, tornando-o primeiro e único Tetracampeão do Rio. Até o momento o Tricolor conquistou 28 títulos estaduais dos 93 campeonatos realizados.

Em 1915 o Fluminense ficou em segundo lugar no Campeonato de futebol.

Em 22/10/1916 – um jogo se torna histórico no futebol carioca – A primeira anulação de uma partida de campeonato carioca, entre Fla X Flu. O árbitro R. Davies marcou pênalti a favor do Flamengo, que vencia o Fluminense por 3 a 2. O Jogador do Flamengo, chamado Japonês perdeu o pênalti. Pouco depois, o juiz marcou outro pênalti contra o Fluminense. O goleiro
Marcos de Mendonça defendeu. O árbitro mandou repetir afirmando que não tinha apitado. O mesmo jogador volta a bater e goleiro Marcos defendeu, mas o juiz mandou repetir, alegando que um jogador do Flamengo invadira a área. Foi aí, que Paulo Coelho Netto e o delegado de Polícia Ataliba Corrêa Dutra pularam a grade, correram pelo campo estabelecendo enorme conflito, com centenas de pessoas também invadindo o campo. O regulamento dizia que se o jogo paralisasse por mais de 5 minutos seria suspenso definitivamente. Com a paralisação foi além de 7 minutos, o jogo foi dado por encerrado e nulo. O novo jogo foi realizado no campo do Botafogo, em 8/12/1916 e o Fluminense venceu por 3 a 1.

Em 1916 assume a liderança que se repete em 1917, 1918 e em 21/12/1919 consagrando-se Tricampeão por 4 x 0 no clássico Fla x Flu, realizado nas Laranjeiras. Com esta conquista ganha a posse definitiva da Taça Colombo.



Neste jogo histórico teve um pênalti contra o Flu, chutado pelo jogador Japonês do Fla, que o goleiro Marcos agarrou. O jogador Bachi, do Flu, sobressai driblando 4 jogadores do Flamengo e tornando-se um marco na história do Tricampeonato do Fluminense.

Com a presença do então Presidente da República Epitácio Pessoa, o início da partida que daria o Tricampeonato ao Fluminense atrasou cinco minutos para a execução do Hino Nacional.. O presidente entregou as onze medalhas aos jogadores campeões. Uma salva de 21 tiros de canhão anunciava mais esta conquista. Os jogadores, que foram carregados em triunfo pelos sócios, fizeram a volta no Campo, tendo à frente a Banda do Batalhão Naval e a Bandeira do Clube. Oswaldo Gomes, artilheiro da competição, tornou-se símbolo de disciplina e dedicação ao clube. Time do Tri: Welfare, Zezé, Machado, Couto, Celso, Mano, Chico Netto, French, Bachi, Oswaldo e Laís.

Em 1928 Preguinho protagonizou uma partida inesquecível contra o Flamengo. Às vésperas do jogo o goleiro rubro negro Amado enviou a Preguinho um telegrama com a seguinte mensagem: “Amanhã será canja. Não farás gol algum” . Preguinho respondeu que faria pelo menos dois gols e os fez. O primeiro aos dois minutos de jogo, após roubar a bola do próprio Amado que a quicava para repô-la em jogo. O segundo após receber passe que completou de calcanhar. No fim do jogo, realizado no campo do Flamengo, que terminou em 4 x 1, Preguinho voltou para casa com a alma e a honra lavadas.

Em 1935 os Presidentes Oscar Costa e Alaor Prata saíram em busca de atletas que formassem uma equipe imbatível. O time do Fluminense foi então composto por Tim, Hércules, Batatais, Guimarães, Machado, Marcial, Brant, Orozimbo, Sobral, Lara, Pedro Amorim. Com Romeu líder da equipe, o Fluminense voltou a ser campeão em 1936. Feito repetido em 1937 quando o tricolor perdeu apenas uma partida. Em 1938, sob o comando de Ondino Vieira o Fluminense se consagrou conquistando o 2º Tri campeonato de sua história , sendo o primeiro tri campeonato profissional, já que o futebol se profissionalizara em 1933.
 
Nas décadas de 40 e 50 o Fluminense despontava como uma referência maior do que seus times de futebol. Ganhou todas as modalidades esportivas que competiu, reformou estádio,  
parque aquático, ginásios e, em  1949 recebeu do Comitê Olímpico Internacional seu maior prêmio, a Taça Olímpica. 
 
O Fluminense abriu e fechou o período ganhando títulos, foi bicampeão em 1940/1941, depois venceu o Super campeonato de 1946 e os Campeonatos Cariocas de 1951 e 1959. Além disso conquistou os Torneios Rio –São Paulo de 1957 e 1960.

No entanto, seu ponto alto foi a conquista em 1952 do Campeonato Mundial Interclubes, então batizado de Taça Rio, que assim como a Taça Toyota posteriormente vencida pelo Flamengo, não era oficialmente patrocinada pela FIFA.

A Taça Rio era disputada nos mesmos moldes que a FIFA pretende adotas a partir deste ano 2000. Oito campeões nacionais de países importantes para o futebol jogavam entre si. Como nesta época o Brasil não tinha campeonato nacional foram convidados para a competição os campeões carioca e paulista, Fluminense e Corinthians respectivamente. Assim o Fluminense disputou o Mundial com o Peñarol (que tinha sete titulares na seleção Uruguaia campeã de 1950), o Grasshopers, da Suíça(sede a Copa do Mundo de 1954), o Libertad do Paraguai, o Áustria Viena e o Saarbruecken da Alemanha, além do Corinthians. O Fluminense foi campeão da etapa carioca e sagrou-se campeão invicto ao derrotar o Austria em dois jogos de 1 x 0 e 5 x 2.. Com esta conquista o Fluminense se tornou a primeira equipe brasileira a ganhar um título mundial.

Em 1970 o Fluminense ficou em 2º lugar no Campeonato Carioca, mas foi Campeão Brasileiro ao levantar a Taça de Prata. O Campeonato foi decidido em uma quadrangular de colocar o coração à prova, mas o Fluminense não decepcionou. Venceu Palmeiras e Cruzeiro, ambos por 1 a 0 e, na final empatou por 1 a 1 com o Atlético Mineiro. Era dia 20/12/1970 e, para os 112 mil tricolores que estavam no Maracanã, o Natal chegou mais cedo. O empate bastava para o Fluminense ser Campeão Brasileiro.

Em 1971 e 1973 o Fluminense conquistou o Campeonato Carioca, mas foi em 1975 com a chegada de Rivelino e Paulo César Caju que o time, que funcionava como um relógio, foi Campeão Carioca e ficou em terceiro lugar no Campeonato Brasileiro. Em 1976 o Fluminense com a chegada de Doval, Renato, Rodrigues Neto, Dirceu e Carlos Alberto Torres, o time se tornou imbatível e ficou conhecido como a “Máquina Tricolor”. A equipe da “máquina” era tão poderosa que todos os seus integrantes em algum momento de suas carreiras jogou pela seleção. Renato (Félix), Carlos Alberto, Miguel, Edinho e Rodrigues Neto; Rivelino, Paulo César e Pintinho; Gil, Doval e Dirceu.

A torcida correspondia. Os tricolores lotavam o Maracanã para ver Rivelino e cia, cujo lema era Vencer ou Vencer. Poucas vezes na história do futebol houve um time tão superior. A Máquina ainda trouxe para o Fluminense o título do Campeonato Carioca de 1976, Taça Viña del Mar, no Chile, o Torneio Paris, todos em 1976. Na entrega da Taça

Paris o clube foi tão aplaudido que sequer se ouvia o nome dos jogadores anunciados pelo sistema de som. Em 1977 jogou o melhor de seu futebol e trouxe a Taça Teresa Herrera,
da Espanha derrotando o Real Madrid e Dukla de Praga. Em 1978, em excursão pela Nigéria o Fluminense teve Pelé vestindo sua camisa 10.




Em 1980 a raça e eficiência da equipe fizeram do Fluminense Campeão Estadual. Em 1983 tem início um dos melhores períodos do Fluminense. Sua equipe aliava a raça e eficiência do time de 1980 à categoria da máquina tricolor. Jandir, Renê, Tato, Branco, Assis, Washington, Leomir, Aldo, Paulo Victor, Ricardo Gomes e Delei formavam o time que iniciou a conquista do terceiro tri campeonato do Fluminense, vencendo o Campeonato Estadual de 1983.


Em 1984, já com o reforço do paraguaio Romerito, que contagiava o grupo com sua garra, e sob o comando de Carlos Alberto Parreira, o Fluminense foi Campeão Brasileiro, perdendo apenas 2 partidas das 14 que disputou. A grande final disputada em dois jogos foi contra o Vasco. No primeiro 1 x 0, gol de Romerito.

No segundo, o empate de 0 x 0 garante o título ao Tricolor. Assis e Washington ficaram conhecidos como o “casal 20”, tão eficiente era esta combinação. Já Campeão Brasileiro pela 2ª vez, o Fluminense parte em busca do Bi estadual. No primeiro jogo da decisão o Tricolor despachou o Vasco por 2 x 1, gols de Assis e Romerito. No segundo, contra o Flamengo, Aldo o “caçador de abutres” cruzou para Assis o “ matador de urubus” que marcou e deu a vitória ao Fluminense. O Fluminense vence o Campeonato Estadual de 1984 e se torna Bi Campeão. Em 1985 , sob o comando de Nelsinho o Fluminense vence mais um Campeonato Carioca e conquista seu 3º Tri Campeonato Estadual.

O ano de 1995 foi uma redenção para o Fluminense. O Tricolor não se intimidou pelo Flamengo, que no ano de seu centenário, chegava na fase decisiva com 3 pontos extras e favoritismo absoluto. Esteve três vezes atrás no placar e por três vezes virou o jogo, a quatro minutos do fim Aílton driblou duas vezes Charles e chutou, a bola foi de encontro à barriga de Renato Gaúcho que fez o Gol do 28º Título Estadual do Fluminense.
A segunda metade da década de 90 não foi nada boa para o Fluminense. Após dois rebaixamentos consecutivos para a 2ª e 3ª Divisão.
 
Em 1999 assume o novo Presidente David Fischel, que contratou Parreira como técnico. Seguem-se reformas dos vestiários e recuperação do gramado.  O time ainda precisa de reforços, mas a dignidade foi restaurada. 
A conquista do Campeonato da 3ª Divisão trouxe de volta o orgulho e alegria tricolor. A torcida comparece em massa aos jogos e apoia o time que tanto ama. 

Como disse o imortal Nelson Rodrigues “O Fluminense nasceu com a vocação da eternidade. Tudo pode passar, só o Tricolor não passará jamais. Quem diz é o óbvio ululante.”

RECORDAR É TORCER!!!!

Fonte: Site do Fluminense em 2001
Assim era o site do Fluminense em 12 de outubro de 2001


quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

LUSA GRANDE - HISTÓRIA DA PORTUGUESA DE DESPORTOS



História

A Associação Portuguesa de Desportos é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, caracterizando-se como entidade esportiva, social, recreativa, assistencial, educacional e filantrópica.

A ideia de uma unidade associativa de colônia lusitana vinha sendo alimentada desde 1913 e finalmente consumou-se a 14 de agosto de 1920, em uma noite memorável, numa reunião histórica no Salão da Câmara Portuguesa de Comércio, com a fusão de cinco clubes representantes da colônia portuguesa: Lusíadas, Portugal Marinhense, Cinco de Outubro, Marquês de Pombal e Lusitano.

A primeira diretoria, da então chamada Associação Portuguesa de Esportes, foi presidida pelo farmacêutico Eugênio Augusto Torres Lima. No ano de 1940, foi então assinada a Certidão de Nascimento da Associação Portuguesa de Desportos, devido ao diversificado número de esportes complementados com várias atividades de lazer.

Foram escolhidas para o Clube, as cores verde e vermelho que remetem às cores da bandeira de Portugal. O escudo português, em fundo branco, foi o primeiro distintivo adotado pela Portuguesa, em reunião realizada no dia 13 de setembro de 1923. Mas já em 13 de março de 1923, o escudo português da camisa do time havia sido substituído pela Cruz de Avis. A Cruz de Avis significa a glória das Grandes Cruzadas e com ela a idade de ouro de Portugal.

Na condição de equipe de futebol amador, o time foi registrado no campeonato da APEA ( Associação Paulista de Esportes Atléticos) em 1920 em uma fusão com o Mackenzie College, porque apenas oito equipes poderiam disputar o Campeonato. Dessa maneira, o primeiro nome do time foi Portuguesa Mackenzie.

Nessa época, a mascote do time era " A Severa" (apelido da cantora de fados, Dima Tereza, que na época fez grandes exibições no Brasil, o que lhe rendeu uma marca de cigarros com seu nome e imagem). A mascote Severa é uma menina com trajes típicos portugueses que acompanhou a equipe de futebol desde a sua formação até o final de 1994, quando chegou à Lusa o Leão do Canindé. A troca de mascotes se deu através da necessidade de um símbolo que se identificasse com o clube, com o time e também com a torcida. Criado sob a orientação do vice-presidente de marketing Dr. Orlando Cordeiro de Barros, o Leão do Canindé tornou-se símbolo de garra, determinação e astúcia.

A trajetória da Portuguesa se deu em três fases:
Primeira Fase – Cambuci

Iniciou-se em 1922 com a compra de instalações da Praça de Esportes União Artística Recreativa Cambuci, inaugurada solenemente em 25 de janeiro de 1925, onde, em 1926, iriam ser travadas as primeiras batalhas esportivas. Em 1926 também, aconteceu no Campo do Cambuci a primeira festa junina, na época Festa Joanina em razão de ser promovida apenas na noite de São João. Em 1957, já como Festa Junina, levando referência também a Santo Antonio e São Pedro, os festejos passaram em definitivo para o Canindé onde fazem sucesso até hoje.

Segunda Fase – São Bento

Iniciada com a compra de um terreno na Avenida Tereza Cristina, no bairro do Ipiranga, em 1929. No 9º aniversário do Clube, o imóvel foi apresentado pelo Presidente Carlos de Castro, que também comandava a Comissão Pró-Estádio. Em 9 de junho de 1940 foi lançada a pedra fundamental do Estádio Dr. Ricardo Severo, engenheiro autor do projeto de construção, situado a 10 metros do monumento da Independência. A obra não passou disso.

Em seguida o time fixou sede no tradicional Largo de São Bento, vivendo nesta fase dias de muitas glórias dentre as quais inclui-se a conquista do título Tri-Fita Azul do futebol brasileiro. A Fita Azul era um troféu entregue pelo jornal A Gazeta Esportiva ao time brasileiro que conquistasse invicto, dez jogos fora do país.

Terceira Fase – Canindé

A partir da gestão de Luiz Portes Monteiro em 1956, a Portuguesa adquiriu o atual espaço do Canindé, local que havia sido usado pelo São Paulo Futebol Clube e vendido a família Whadi Sadi.

Nessa época o Canindé era cercado por grandes lagoas e por isso, o primeiro estádio construído todo em madeira, foi chamado de Ilha da Madeira. Na Ilha da madeira, o time contava com o massagista tri-campeão do mundo (1958, 1962 e 1970) Mário Américo.

Em 1962, o presidente José Bizarro da Nave sentiu a necessidade de dinamizar o Clube , passando para a empresa Santa Paula a responsabilidade de comercializar títulos de sócios. O aumento no número de associados contribuiu para a inauguração do parque aquático que acabou dando ao Clube uma virada de 1.000 para 18.000 sócios.

No ano de 1971 as metas voltavam-se para a construção do atual estádio e do ginásio, já projetados. Em 1972, na gestão do Dr. Oswaldo Teixeira Duarte, reunindo-se esforços de dirigentes e de toda comunidade luso-brasileira de São Paulo, inaugurou-se o majestoso estádio "Independência" que, por decisão do Conselho, passou a ser chamado em 1984 Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte, em homenagem aquele que foi reconhecido como o maior presidente da história do Clube.

O Estádio "Dr. Oswaldo Teixeira Duarte" foi erguido rapidamente, contando com campanhas profissionais de grande retorno. O ritmo das obras impressionava a todos. Hoje o gramado do Canindé é palco de muitas atrações além do futebol como shows, bingos, eventos religiosos e gravações de filmes publicitários, tendo sido, inclusive, base das gravações do filme "Boleiros" do diretor Ugo Gioretti.

Com tanta história para contar, o médico e membro nato do Conselho Deliberativo, Dr. Eduardo de Campos Rosmaninho idealizou e tornou viável a fundação do Museu Histórico da Portuguesa. Localizado no primeiro piso do Ginásio dr. Mário Augusto Isaías , o Museu destina-se a guardar, catalogar e expor todo o material de interesse histórico que, por sua vez é constituído de troféus, medalhas, cartões e objetos adquiridos em competições esportivas e/ou oferecidos à Associação.

RECORDAR É TORCER!!!! 

ASSIM ERA O SITE DA PORTUGUESA EM 1999, ANO EM QUE FOI CRIADO.

 






SITE DA LUSA EM 2001

 
 CURIOSIDADES SOBRE O CANINDÉ

1. Estádio " Dr. Oswaldo Teixeira Duarte".
2. Conhecido como "Canindé"
3. Rua Comendador Nestor Pereira, 33 - Canindé - São Paulo - 03034 - 070
4. Propriedade privada (Associação Portuguesa de Desportos)
5. Inauguração: 9 de janeiro de 1972
6. A inesquecível festa de inauguração do Estádio de Canindé transferiu-se, depois das solenidades, para a atração do futebol, do que resultava mais uma festa de inauguração luso-brasileira. A Portuguesa iria enfrentar o Benfica, campeão que vinha invicto da Europa há 26 jogos. Perdeu por 3 a 1 e o benfiquista Vitor Batista deixou marcada a imagem de ter feito o primeiro gol no estádio. Nessa derrota não houve lágrimas. O jogo nem chegou ao fim, suspenso pelo aguaceiro que desabou no segundo tempo, como a abençoar o acontecimento, já que, nesse dia, as emoções não eram contadas pelo formalismo dos 90 minutos de uma partida de futebol. Resultado: Portuguesa 1 x 3 Eport Lisboa Benfica.
7. A capacidade atual e oficial do estádio é de (25.470) pessoas.
8. O recorde de público no Canindé foi d 19.000 pagantes em um jogo entre Portuguesa e Flamengo, 07.10.1990. Resultado: 2 a 0 par a equipe carioca outras fontes citam Portuguesa 1 x 3 Corinthians – Público: 25.662 – 10/10/1982 (23.858 pagantes) – Campeonato Paulista Série A1
9. O menor público no Canindé foi em 29 / 11 / 95. O jogo esta data, válido pelo Campeonato Brasileiro, teve apenas 406 espectadores. Este público pagou para ver um empate de 0 a 0 entre Portuguesa e Guarani.
10. Dimensões do Campo: 103,40m x 70,50m.
11. Infraestrutura: 19 cabines de imprensa (rádios, jornais e televisões). 70 sanitários (56 masculinos e 14 femininos) + 2 sanitários para deficientes.
12. A inauguração da iluminação aconteceu na Taça Itaú, torneio realizado de 11 / 01 a 15 / 01 de 1981. A decisão ficou por conta da Lusa que bateu o Sporting de Lisboa por 2 a 0.
13. A maior goleada acontecida no estádio foi dia 04 de março de 97, em jogo válido pela Copa do Brasil. A Lusa goleou a equipe do Kaburé, de Tocantins, por 8 a 0.
14. O homenageado com o nome do estádio é o Dr. Oswaldo Teixeira Duarte. Duas gestões de OTD marcaram a vida da Associação Portuguesa de Desportos. A primeira durou uma década: 25 / 02 / 70 a 28 / 02 / 80. Foi nessa gestão que ocorria a inauguração do primeiro anel do estádio. A segunda durou 3 anos: 28 / 02 / 84 a 87.

América de Natal - HISTÓRIA

  


     A imprensa da época não tem registro. Os cartórios, muito menos, e nos arquivos do clube, nem se fala. Entretanto, sabe-se que o glorioso América Futebol Clube foi fundado no feriado de 14 de julho de 1915 – feriado nacional comemorativo à queda da bastilha – na residência do Juiz Joaquim Homem de Siqueira, situada na rua Vigário Bartolomeu, que posteriormente serviu de local para guardar o material do clube.

      A diretoria provisória formada por Francisco Lopes de Freitas, presidente; Oscar Homem de Siqueira, vice-presidente; Getúlio Soares Ferreira, orador; Manoel Coelho Filho, primeiro secretário; Napoleão Soares Ferreira; segundo secretário; José Fernandes de Oliveira, diretor de esportes; José Lopes Teixeira, tesoureiro e João Batista Foster Gomes da Silva, cobrador. Algumas decisões foram tomadas, como por exemplo: determinar que o clube teria o nome de América Football Clube, e que o traje seria jaqueta azul e o calção branco. A bandeira oficial seria azul, tendo no centro um círculo branco e sobre este, as letras AFC, não sendo discutido o estatuto do clube.

     Existem três versões sobre os nomes que fundaram o América. A primeira delas, do então Juiz de Direito de Acari, Dr. Oscar Homem de Siqueira, que nominou como 25 o número de fundadores. A segunda, divulgada na edição de 11 de setembro de 1983 de “O Poti”, consta uma relação de 27 pessoas, entre elas, Abel Viana, Antonio Rocha, Aníbal Ataliba, Aguinaldo Tinoco, Aguinaldo Câmara, Aguinaldo Fernandes, Armando Cunha, Augusto Servita Pereira, Caetano Soares Ferreira, Carlos Laet, Caos Fernandes Barros, Carlos Homem de Siqueira, Clóvis Fernandes, Francisco dos Reis Lisboa, Francisco Lopes de Freitas, Getúlio Soares Ferreira, José Artur dos Reis Lisboa, José Fernandes de Oliveira, José Lopes Teixeira, Lauro de Andrade Lustosa, Manoel Coelho Filho e Máeira e Sidrack Caldas.

A terceira versão para a fundação do time rubro é bastante interessante. Consta que o Coronel Júlio Canavarro de Negreiros Melo, no dia 3 de junho de 1918, destruiu a única bola que o clube tinha para treinar e jogar, e aí, o América foi obrigado a possuir personalidade jurídica para poder entrar com uma ação indenizatória. Para tanto, registrou os Estatutos pela primeira vez no dia 3 de julho de 1918, no Primeiro Ofício de Notas, em documento assinado pelo então presidente Oswaldo da Costa Pereira.



Fontes: Luís G.M. Bezerra e Procópio Neto

Matéria publicada na “Revista do América” – Setembro de 1997

Agradecemos a colaboração do Prof. Everaldo Lopes (Tribuna do Norte)

Títulos Nacionais:
Vice-campeão da Série B em 1996

Títulos Regionais:
Campeonato do Nordeste em 1998

Outros Títulos:
Torneio realizado no Maranhão- 1950
Taça Almir em 1973

Títulos Estaduais (RN):
1922 - 1924 - 1927 - 1930 - 1931 - 1943 - 1948 - 1949 - 1951 - 1952 - 1956 - 1957 - 1969 - 1974
1975 - 1977 - 1979 - 1980 - 1981 - 1982 - 1987 - 1988 - 1989 - 1991 - 1992 - 1996 - 2002 - 2003 - 2012 - 2014 - 2015
Obs.: Os títulos de 1920, 1924 e 1943 é reivindicado pelo América



Utilidade Pública do Município

No dia 03 de outubro de 2003 foi publicado no Diário Oficial de Município a Lei n° 5.493, de autoria do vereador Hermano Morais, reconhecendo o América Futebol Clube, como de Utilidade Pública Municipal. Saliente-se que em 07 de novembro de 1928, através da Lei 707 o clube foi primeiro reconhecido como de Utilidade Pública Estadual

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

FLAMENGO: A ORIGEM NO REMO

 Gênese no Remo - 1895 a 1902

    O Flamengo já nasceu com a garra e o espírito vencedor. A ideia da criação de um grupo organizado de remo surgiu em bate-papos de jovens do bairro no Café Lamas, no Largo do Machado. O objetivo era entrar na disputa com clubes de outros bairros, como o de Botafogo, que já atraíam a atenção das mocinhas da época.
     Jovens remadores - José Agostinho Pereira da Cunha, Mário Spindola, Nestor de Barros, Augusto Lopes, José Félix da Cunha Meneses e Felisberto Laport - resolveram comprar um barco. O escolhido foi um já velho, porém adequado às finanças disponíveis. Cotizaram o dinheiro, adquiriram o primeiro patrimônio, que foi nomeado de Pherusa, e fizeram uma reforma completa para utilizá-lo.
    No dia 6 de outubro, os jovens, mais Maurício Rodrigues Pereira e Joaquim Bahia, foram dar a primeira volta com o barco. Saíram da Ponta do Caju, na praia de Maria Angu (atual Ramos), de tarde. Mesmo com o tempo ameaçador no céu, Mário Spindola dirigiu rumo à praia do Flamengo. Então, o primeiro grande desafio do grupo surgiu. O forte vento virou a embarcação e os náufragos tiveram que se segurar no que restou da Pherusa.
    Joaquim Bahia, excelente nadador, saiu até a praia em busca de ajuda. Mas a chuva cessou e logo apareceu um outro barco, o Leal, de pescadores da Penha, e fez o resgate dos jovens e da Pherusa. A preocupação passou a ser Bahia, que depois de quatro horas chegaria à praia, tornando-se o primeiro herói do Flamengo.
     A recuperação de Pherusa foi iniciada novamente. Quando ela já estava quase pronta, foi roubada e nunca mais vista. Mas o entusiasmo em fundar um grupo de regatas não desapareceu.
    Os jovens decidiram comprar outro barco. George Lenzinger, José Agostinho, José Félix e Felisberto Laport entraram na história, juntaram o dinheiro necessário e compraram o Etoile, de Luciano Gray, logo batizado de Scyra e registrado na Union de Canotiers.
    Na noite de 17 de novembro de1895, no casarão de Nestor de Barros, número 22 da Praia do Flamengo, onde era guardada a Pherusa e depois a Scyra, foi fundado o Grupo de Regatas do Flamengo e, com ele, eleita a sua primeira diretoria: Domingos Marques de Azevedo, presidente; Francisco Lucci Colás, vice-presidente; Nestor de Barros, secretário; Felisberto Cardoso Laport, tesoureiro.
     Destacados ainda como sócios-fundadores, José Agostinho Pereira da Cunha, Napoleão Coelho de Oliveira, Mário Spíndola, José Maria Leitão da Cunha, Carlos Sardinha, Eduardo Sardinha, José Felix da Cunha Menezes, Emygdio José Barbosa (ou Emygdio Pereira, ou ainda Edmundo Rodrigues Pereira, há controvérsias) Maurício Rodrigues Pereira, Desidério Guimarães, George Leuzinger, Augusto Lopes da Silveira, João de Almeida Lustosa e José Augusto Chalréo, sendo que os três últimos faltaram à reunião, mas assinaram a ata dias depois e receberam o título.
     No encontro, foi acordado que a data oficial seria a de 15 de novembro, pois no aniversário do Flamengo sempre seria feriado nacional (Dia da Proclamação da República), e que as cores oficiais seriam azul e ouro, em largas listras horizontais.










 HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO DO CLUBE DE REGATAS DO FLAMENGO

     O Clube de Regatas do Flamengo foi fundado no dia 15 de novembro de 1895 com o nome de "Grupo de Regatas do Flamengo". Objetivo: participar das regatas que se realizavam na Baía da Guanabara. Em 1902 surgiu a divisão terrestre de esportes, mas foi em 1911, com a chegada do futebol, que o Flamengo tomou mesmo impulso e seu nome passou a ser Clube de Regatas do Flamengo.
     Os fundadores são os seguintes: Domingos Marques de Azevedo, José Agostinho Pereira da Cunha, Mário Spínola, José da Cunha Menezes, Maurício Rodrigues Pereira, Napoleão Coelho de Oliveira, Nestor Barros, Felisberto Cardoso Laport, José Maria Leitão da Cunha, Carlos Sardinha, Desidério Guimarães, Francisco Lucci Goiás, José Barbosa e Jorge Leuzinger.
     A verdadeira data de fundação do "Grupo de Regatas do Flamengo" foi numa noite de 17 de novembro de 1895. Mas todos decidiram trocar a data para 15 de novembro, Dia da Proclamação da República, por ser feriado nacional. Uma outra decisão importante para a época: ao invés de criar um "Club", como era comum naquele tempo devido à influência inglesa, os rubro-negros preferiram a denominação de "Grupo", não se sabe bem se por nacionalismo ou antianglicanismo.
     Em outubro de 1902, o "Grupo de Regatas do Flamengo" passou a se chamar "Club de Regatas do Flamengo" e nesse mesmo ano o "Club" organizou a primeira regata da Federação Brasileira das Sociedades de Remo, nome que substituiu o Conselho Superior de Regatas.
     As discussões para criação do grupo começaram em setembro de 1895 sob a luz dos lampiões do Largo do Machado e nas mesas do Café e Restaurante Lamas, no mesmo local. A idéia de fundar o "Grupo de Regatas do Flamengo" surgiu para enfrentar o grupo rival do Botafogo, criado em 1892 com a compra da baleeira "Etincelle". Os rapazes do Botafogo eram considerados "ricos e endinheirados" para os padrões da época, enquanto a rapaziada do Flamengo, Largo do Machado, Glória e Catete era tida como "gente mais modesta".
     Conta-se que os remadores do "Grupo de Regatas Botafogo" passeavam lentamente pela Praia do Flamengo, a bordo da "Etincelle", acenando para as moçoilas que estavam à beira mar e convidando-as para um passeio pela Baía da Guanabara. Indignados com a ousadia, José Agostinho Pereira da Cunha, Nestor de Barros, Mário Spínola e Augusto da Silveira Lopes promoveram as primeiras reuniões destinadas a fundar o "Grupo de Regatas do Flamengo". Logo se juntaram a eles Felisberto Laport e José Félix da Cunha Menezes. Os seis então fizeram uma "vaquinha", juntaram 400 mil réis e compraram a baleeira "Pherusa", muito estragada e que necessitou de uma enorme reforma numa garagem da Praia de Maria Angu, no bairro do Caju. A empreitada custou 250 mil réis e a "Pherusa" ficou novamente bonita e em condições de navegação.
     No dia 6 de outubro de 1895, a "Pherusa" foi lançada ao mar para um passeio até a Ponta do Caju levando a bordo Nestor de Barros, José Félix, José Agostinho Pereira da Cunha, Felisberto Laport, Napoleão de Oliveira, Maurício Rodrigues Pereira e Joaquim Bahia.
     O mar, que na saída da "Pherusa" estava calmo, ficou encrespado e foi piorando à medida que a baleeira avançava em direção à Baía da Guanabara para atravessá-la até a Ponta do Caju. O vento de noroeste aumentou e a "Pherusa' não suportou: virou e jogou dentro d'água os sete rubro-negros a bordo. Seis deles se agarraram desesperadamente no casco da embarcação enquanto Joaquim Bahia resolveu voltar para a Praia do Flamengo a nado. Uma loucura.


RECORDAR É TORCER!!!

Abertura do Site do Flamengo em agosto de 2000

São Paulo FC - Da Origem Tricolor aos anos 90

As origens tricolores (1900-1935)      

O Tricolor do Morumbi, como conhecemos hoje, nasceu em 1935, mas a paixão de um grupo de paulistanos pelo esporte vem de antes. Mais precisamente do último ano do século XIX, em 1900, quando foi fundado o Clube Atlético Paulistano.
     O Paulistano era o "bicho-papão" do início do século. Jogar contra o time de Friedenreich era um orgulho, e o time ia frequentemente ao interior atendendo a convites. Também foi a primeira equipe a fazer uma excursão à Europa, em 1925. Contudo, o clube não aceitava que seus jogadores se profissionalizassem, e resolveu acabar com o departamento de futebol para não abandonar a Liga amadora à qual pertencia.
     E o que fazer com a paixão dos sócios aficionados por futebol? O mesmo problema tinha acabado com o futebol da Associação Atlética das Palmeiras (clube alvinegro que só tem o mesmo nome dos rivais do tricolor). E em 1930, nasceu o São Paulo da Floresta, com jogadores e as cores vermelha e branca vindos do Paulistano (cracaços como Araken, Friedenreich e Waldemar de Brito), e com o branco e o negro cedido pelo A.A. Palmeiras. Da união, também veio o nome: São Paulo da Floresta. O primeiro presidente do São Paulo da Floresta foi eleito pelos sócios: o dr. Edgard de Souza.
     No mesmo ano, um vice-campeonato já dava sinais da glória destinada ao clube. E na temporada seguinte, chegaria o primeiro troféu, com Nestor (Joãozinho); Clodô e Barthô; Milton, Bino e Sasse; Luizinho, Siriri (Armandinho), Fried, Araken e Junqueirinha, e Rubens Salles de técnico. E em 1933, o São Paulo da Floresta bateria o Santos por 5 x 1 na primeira partida de futebol profissional do Brasil.
     Só que devido a uma pendência financeira pela compra de uma sede na rua Conselheiro Crispiniano - um palacete chamado de Trocadero - o São Paulo da Floresta se complicou com dívidas e viu-se obrigado a procurar uma fusão com o Tietê, que determinou que não se usassem cores, uniformes e vários outros símbolos do São Paulo da Floresta. E no dia da extinção oficial do clube - 14 de maio de 1935 - o amor de alguns sócios pela entidade manteve-a viva criando o nosso São Paulo de hoje. Em 4 de junho daquele ano, nascia o Clube Atlético São Paulo, que em 16 de dezembro, passaria a ser o São Paulo Futebol Clube.
     Manoel do Carmo Meca foi o primeiro presidente e os outros fundadores do Mais Querido foram: Cid Mattos Viana, Francisco Pereira Carneiro, Eólo Campos, Manoel Arruda Nascimento, Izidoro Narvais Caro, Francisco Ribeiro Carril, Porphírio da Paz, Eduardo Oliveira Pirajá, Frederico A G. Menzen, Francisco Bastos, Sebastião Gouvêa, Dorival Gomes dos Santos, Deocleciano Dantas de Freitas e Carlos A. Azevedo Salles Jr.

Finalmente, o São Paulo FC (1935-1940)

     Todas as dificuldades não conseguiam acabar com o São Paulo, mas o renascimento de 1935 foi mais difícil. Os grandes craques tinham saído e o primeiro time foi formado com atletas vindos de outras cidades, como King e Segoa. Logo na partida que marcaria a primeira entrada em campo do clube, mais dificuldades. Uma festa oficial (era aniversário da capital) proibia manifestações públicas, mas Porphyrio da Paz - responsável pelo hino do São Paulo - foi à luta e conseguiu uma autorização do secretário Cantídio Campos, para que o time pudesse enfrentar a Portuguesa Santista.
     E como o hino de Porphyrio já dizia, "Tu és forte, tu és grande". Para atender a vocação vencedora do time, uma nova fusão trouxe para o Tricolor os jogadores de uma outra dissidência do Paulistano - o Estudante Paulista. E com um time à altura, só não venceu seu primeiro título paulista, em 1938, porque o juiz deu um gol de mão do atacante Carlito, e o Corinthians chegou ao empate e ao título. Mesmo assim, o clube só crescia, não apenas melhorando o futebol, mas também estimulando a prática esportiva em esportes variados. Eram os alicerces de um futuro vencedor.
     A década de 1940 foi particularmente brilhante para o Tricolor. A pouca idade da associação não era suficiente para saciar a fome de glórias. E em 1942, chega do Rio de Janeiro um craque consagrado - Leônidas da Silva, o "Diamante Negro", e um dos maiores jogadores brasileiros de todos os tempos. Já bastava, mas não parou por aí. O Tricolor passou a ser um show de estrelas, com as chegadas de gigantes como Sastre, Bauer, Noronha, Rui, Teixeirinha, Luizinho e Zezé Procópio.
      Os adversários tentaram, mas naquela década, já não tinha para mais ninguém. Foram cinco títulos em dez anos, com direito a dois bicampeonatos: 1943 (numa deliciosa conquista que interrompeu a dobradinha Palestra Itália-Corinthians), 1945, 1946, 1948 e 1949. Em 1945, a taça chegou com uma única derrota e no ano seguinte, o Tricolor comemorou o campeonato invicto!
  



Zizinho e os anos do investimento no estádio 

A construção do Morumbi
Manter o ritmo da década de 40 não era possível, mas nem por isso o São Paulo ficou sem vencer. Durante a década em que o Brasil chegaria ao título Mundial, o Tricolor faturaria mais dois troféus - ambos em cima do rival Corinthians: um em 1953 e outro em 1957.

Na conquista de 1957, o São Paulo seria comandado pelo veterano craque Zizinho, que chegara do Rio de Janeiro aos 35 anos e calou a boca de quem apostava que seu futebol genial tinha chegado ao fim. Ziza não corria como dez anos antes, mas tinha gás de sobra para liderar o time do técnico húngaro Bela Gutman.
     A conquista do Paulista foi a última antes de um passo de gigante que o Tricolor daria: a construção do estádio do Morumbi, um feito que nenhum outro time brasileiro poderia sonhar. Junto com isso, no Santos estava começando a trajetória de Pelé, que faria do clube da Baixada um dos maiores do Brasil e do Mundo. Era hora de reservar forças para investir no futuro. 
      A torcida são-paulina não teve vida fácil na década de 60, mas sabia que valeria a pena. Os recursos do Tricolor eram consumidos na construção do sonho do estádio, e as contratações de estrelas rarearam. Só que nem o cinto apertado evitava que surgissem talentos de primeira, como Roberto Dias e Jurandir, que eram a pedra no sapato de Pelé e do Santos. O time da Vila dava surras em todo mundo, mas diante do São Paulo, virava um time pequeno. Memorável foi a partida em que o Mais Querido fez com que o Peixe simulasse um "cai-cai" para não sofrer uma goleada devastadora.
 Primeiros anos do Morumbi


Estádio pronto, craques e títulos de volta 

1970: com o final da construção do gigante de concreto, que ganhou o nome do presidente Cícero Pompeu de Toledo, a diretoria se mexeu e voltou à rotina da contratação de craques. E olha que não foi só um. Gérson e Pedro Rocha eram alguns dos talentos que aportaram no Morumbi, e o resultado não podia ser outro: fim do jejum, com mais um Paulistão, e com direito a bis no ano seguinte. Um bis saboroso, porque a final foi contra o Palmeiras.
     Com a criação do Campeonato Brasileiro, o São Paulo encontrava mais um torneio para poder desfilar sua categoria. E além disso, o jejum agora era do Corinthians, que agonizava sem vencer nada, e o Santos não tinha mais Pelé. Em 1974, o Tricolor chegou à final da Libertadores, mas perdeu para o então imbatível Independiente.
     Estava se construindo um time campeão. Pedro Rocha, Chicão e Valdir Peres eram alguns dos nomes que faziam parte do grupo campeão Paulista. Mas a conquista maior seria mesmo em 1977, com os três heróis, ao lado do artilheiro Serginho Chulapa, na conquista do Brasileiro em pleno Mineirão, sob a batuta de Rubens Minelli.

A Era Telê: o São Paulo conquista o planeta 

Após um período de tantas vitórias, todos apostavam numa fase descendente do São Paulo. E o time deu mesmo essa impressão. Em 1990, o time não engrenou. E para pôr ordem na casa, o time chamou o técnico Telê Santana, que ainda carregava a fama de "perdedor". O casamento entre São Paulo e Telê seria a união de maior sucesso na história do clube.
    Telê chegou ao Morumbi em 1990, a tempo de levar o time à final do Brasileiro, vencida pelo Corinthians. Mas não foi nada. No ano seguinte, a vingança seria contra o mesmo Corinthians, só que no Campeonato Paulista. Um verdadeiro azar para os adversários, pois Telê lapidou seu time para arrasar nas finais.
     Em 1991, O São Paulo já tinha a cara de Telê. O velho mestre soube como fazer o talento de Raí explodir, e não havia equipe brasileira que pudesse parar aquele time inteligente, leal e que pressionava o adversário durante 90 minutos. Depois de três finais de Brasileiro consecutivas, o São Paulo conquistaria seu terceiro título em cima do Bragantino de Carlos Alberto Parreira. Poucos acreditariam no que estava se armando.
     Campeão Brasileiro, o São Paulo de Telê, Zetti e Raí começou a Libertadores como quem não quer nada, mas foi evoluindo durante a competição. No primeiro jogo da final, em Buenos Aires, o Newell's Old Boys venceu por 1 x 0, mas a torcida sabia que nada poderia segurar o time. No jogo de volta, uma cena inédita: horas antes do jogo, o Morumbi já não tinha lugar para mais ninguém, mas a torcida continuava chegando. As vias de acesso ao estádio ficaram entupidas. E empurrado por um estádio apinhado, finalmente o título da Libertadores, nos pênaltis!
     O sonho do Mundial Interclubes em Tóquio finalmente chegara. O adversário era o Barcelona de Johann Cruyff - considerado o melhor Barcelona de todos os tempos- com cracaços como Koeman, Stoichkov e Laudrup. O Barcelona sai na frente, mas com dois gols de Raí, o mundo se curvava à obra de arte do time de Telê Santana. O São Paulo era o melhor time do mundo. "Se você tem de ser atropelado, é melhor que seja por uma Ferrari", disse Cruyff, após a partida, sobre a superioridade tricolor. Na volta, o São Paulo fez mais uma vítima, na final do Paulista: o Palmeiras, que amargava uma fila de 16 anos.
     Raí ficou no São Paulo somente o suficiente para vencer mais uma Libertadores, contra o Universidad Católica. Deixou o clube para conquistar a França, mas foi substituído com outros craques. Telê remontou o São Paulo sem Raí para manter o título Mundial em Tóquio, pela segunda vez consecutiva. O adversário era o Milan de Fabio Capello (que tinha sido o único clube italiano a se sagrar campeão invicto na história). Numa partida eletrizante, o São Paulo esteve duas vezes em vantagem, com gols de Palhinha e Cerezo, mas Massaro e Papin pareciam estar decididos a estragar a festa. Quando o juiz já consultava o relógio, Muller fez valer a sua marca de predestinado e marcou um gol que jogou um balde d'água no Milan. São Paulo bicampeão Mundial!
     Telê Santana ficou cinco anos no São Paulo. Neste período, venceu todas as competições possíveis de serem vencidas por um clube paulista (exceto a Copa do Brasil): Campeonato Paulista e Brasileiro, Libertadores, Copa Conmebol, Supercopa da Libertadores, Recopa da Libertadores, além do Torneio Ramón de Carranza e Teresa Herrera. Jamais um outro clube brasileiro tinha vencido tanto.

Fonte: Site São Paulo FC acesso agosto de 2002:

RECORDAR É TORCER!!!!

Assim era a página do SPFC em agosto/setembro de 2002.
Assim era a página do SPFC em OUTUBRO de 2004.

Assim era a página do SPFC em JULHO de 2013.

HISTÓRIA ANTIGA DO FIGUEIRENSE


FOI ASSIM QUE TUDO COMEÇOU

 

 



    No início dos anos 20 um jovem desportista, entusiasta do remo e do futebol, passou a propagar entre seus amigos e demais simpatizantes do futebol, a idéia de criação de um novo clube de futebol na capital dos catarinenses, justamente no momento em que o futebol de Florianópolis e região apresentava-se em declínio com o desaparecimento de algumas agremiações. Jorge Albino Ramos foi o mentor de uma ideia que verdadeiramente logrou êxito.
    Seu primeiro passo foi conquistar a simpatia de seus conterrâneos e igualmente admiradores do futebol que naquela época já contava com vários clubes no País, especialmente nas capitais dos principais estados. Seus iniciais parceiros foram Balbino Felisbino da Silva, Domingos Joaquim Veloso e João Savas Siridakis.
     Ao longo do mês de maio do ano de 1921 em seus encontros dominicais na Praça XV de Novembro e mesmo durante o bate-papo do dia-a-dia regado ao delicioso cafezinho dos tradicionais bares do centro de Florianópolis, trocavam idéias sobre o nome da futura agremiação, suas cores, sede, nomes e cargos para a primeira diretoria. Já no início do mês de junho, João Savas Siridakis, mais conhecido como Janga, defendia a ideia de que o clube deveria chamar-se Figueirense. Defendia tal nome em razão de que muitos dos encontros que se realizavam para tratar da fundação da nova agremiação aconteciam na localidade da Figueira, situada nas imediações das ruas Conselheiro Mafra, Padre Roma e adjacências, local onde até hoje persiste uma bela e robusta figueira que certamente também colaborou para a inspiração de Janga.
     Os parceiros da idéia definiram o dia 12 de junho como a data que marcaria a fundação da nova sociedade esportiva. Foi então que o Senhor Ulisses Carlos Tolentino, amigo dos idealizadores, ofereceu sua residência localizada na rua Padre Roma, 27 para a realização do tão esperado encontro. Imediatamente, trataram de ultimar os preparativos para a histórica solenidade. O livro onde seria redigida a ata de fundação foi prontamente providenciado por Balbino Felisbino da Silva, cabendo a Jorge Ramos, Domingos Veloso e Janga convidarem os demais participantes do encontro além de, em conjunto com o anfitrião Ulisses Tolentino, estabelecer o horário das 19 horas para o início da reunião de fundação. No dia 11 de junho, na barbearia de Jorge Ramos, então situada na esquina das ruas Pedro Ivo com Conselheiro Mafra, aconteceu uma reunião preparatória destinada à composição da diretoria. Foi quando uma importante adesão foi consolidada. Tratava-se de João dos Passos Xavier, que tomando conhecimento do movimento para a fundação de uma equipe de futebol e das pessoas que lideravam tal intento, prontamente acolheu a idéia. O cargo de presidente foi justamente "reservado" a João dos Passos Xavier. Feito o convite a resposta foi afirmativa: aceito, porque nenhum figueirense pode deixar de acompanhar seus colegas em ocasiões precisas.
    Finalmente chega o tão esperado dia. Por volta das 18:30 horas chegam à residência de Ulisses Tolentino os primeiros participantes. Compareceram à reunião os Senhores João dos Passos Xavier, Ulisses Carlos Tolentino, Heleodoro Ventura, Higino Ludovico da Silva, Jorge Albino Ramos, Balbino Felisbino da Silva, Domingos Felisbino da Silva, Bruno Ventura, Jorge Araújo Figueiredo, Domingos Joaquim Veloso, João Savas Siridakis, Carlito Honório Silveira da Silva, Leopoldo Silva, Raimundo Nascimento, Pedro Xavier, João S. Manoel Xavier, Alberto Moritz, Delgídio Dutra Filho, Agenor Póvoas, Joaquim Manoel Fraga, Pedro Francisco Neves e Walfredo Silva. Exatamente as 19 horas do dia 12 de junho de 1921, um domingo de outono, tem início a reunião de fundação da sociedade que tomou o nome de FIGUEIRENSE FOOT BOOL CLUB. Coube a Jorge Albino Ramos presidir a primeira reunião e por aclamação foram escolhidos os seguintes nomes para compor a primeira diretoria: Presidente - João dos Passos Xavier; Vice-Presidente - Heleodoro Ventura; 1º Secretário - Balbino Felisbino da Silva; 2º Secretário - Jorge Felisbino da Silva; 1º Tesoureiro - Jorge Albino Ramos; 2º Tesoureiro - Jorge Araújo Figueiredo; Orador - Trajano Margarida; Guarda Esporte - Higino Ludovico da Silva.
Empossada a diretoria fez uso da palavra o Presidente eleito - João dos Passos Xavier, que inicialmente elogiou a idéia do Senhor Jorge Albino Ramos em liderar o movimento para a fundação do Figueirense F.C. no momento em que o futebol apresentava-se em decadência com o desaparecimento do Grêmio Anita Garibaldi.  
     Agradeceu ao Senhor Ulisses Carlos Tolentino por ter liberado as dependências de sua residência, enaltecendo a presença de numeroso grupo de simpatizantes.

ESTÁDIO ORLANDO SCARPELLI

     Situado na parte continental da Capital do Estado, no Bairro do Estreito, o Estádio Orlando Scarpelli, próprio do Figueirense Futebol Clube, apresenta-se como a maior praça de eventos da Região da Grande Florianópolis. Como não poderia deixar de ser, o futebol é o evento predominante. O Scarpelli, por sua localização privilegiada é, em Florianópolis, o palco preferido para a realização de espetáculos do futebol regional, nacional e internacional.Suas instalações, recentemente remodeladas, comportam um público de 25 mil pessoas em lotação normal e 28 mil em condições de super lotação, com plena segurança.Suas grandes arquibancadas descobertas atendem a uma demanda de público da ordem de 23 mil pessoas. A geral, carinhosamente apelidada de coloninha, comporta um contigente de 3 mil pessoas. As arquibancadas cobertas abrigam cerca de 600 espectadores.
    O setor social abriga, confortavelmente, 1283 sócios proprietários e locatários de cadeiras. Estão ainda disponibilizadas 326 cadeiras numeradas. Nas dependências sociais encontram-se também instaladas a sala de camarotes (sala vip), com 34 poltronas, sala de imprensa e Tribuna de Honra que, por sua vez, acomoda aproximadamente 30 pessoas sendo especialmente destinada a dirigentes e convidados.

     O Estádio Orlando Scarpelli foi eleito pelos promotores de eventos de grande porte realizados em Florianópolis e região de abrangência como o local ideal para grandes espetáculos.

Contribuem para tal, uma localização privilegiada no centro do bairro mais populoso da capital, com inúmeras vias de acesso que facilitam sobremaneira o trânsito de veículos e o fluxo do grande público. Ao término de grandes eventos com público de cerca de 20 mil pessoas, é possível o total escoamento de veículos e pedestres em apenas 40 minutos.
     O Estádio situa-se a uma distância de 4 quilômetros da Rodovia Federal BR-101 e a 3 quilômetros da BR-282 (Via Expressa), que constituem as principais rodovias de acesso à capital do Estado. Encontra-se distante 15 quilômetros do Aeroporto Internacional de Florianópolis.
Para maior conforto de delegações de clubes de futebol, artistas, entre outros, o Estádio Orlando Scarpelli localiza-se bastante próximo de uma ótima estrutura hoteleira. A menos de 400 metros encontram-se os Hotéis Cambirela *** e Brüggemann **, que oferecem serviços de excelente qualidade a seus hóspedes. A cerca de 2 quilômetros do Estádio situa-se o Dimas Park Hotel *** igualmente destacado pelo excelente nível de suas instalações e atendimento. Um pouco mais distante, já na Ilha de Santa Catarina, distantes aproximadamente 4 quilômetros, encontram-se os renomados empreendimentos hoteleiros - Florianópolis Pálace Hotel *****, Hotel Diplomata **** e Castelmar Hotel *** .
    A menos de 1 quilômetro do Estádio estão localizados a Companhia de Bombeiros Militares, o 7º Batalhão de Polícia Militar e o Hospital Florianópolis que, por sua proximidade, garantem rápido atendimento em situações de emergência.

Astros do Rock Mundial

     Grandes estrelas do rock internacional como Rod Stewart e Eric Clapton já marcaram presença no maior palco de eventos da Região Metropolitana de Florianópolis, brindando o público que superlotou as dependências do Scarpelli com suas consagradas canções, num verdadeiro show de luzes e som de altíssima qualidade.
O Rei
     O Rei Roberto Carlos, expressão máxima da música brasileira, também trouxe sua grande legião de fãs ao Estádio Orlando Scarpelli irradiando muitas emoções ao seu fiel público.
Show de Natal - Papai Noel e Xuxa
Grandes emoções de natal foram proporcionadas por Papai Noel em sua chegada triunfal a bordo de um helicóptero, trazendo alegria e esperança a milhares de crianças. O ponto alto da festa de natal ficou por conta da apresentação da Rainha dos Baixinhos que, juntamente com sua turma, contagiou a criançada presente. Foram realizados 3 eventos do gênero.

Mamonas Assassinas

     Uma da últimas apresentações da inesquecível banda Mamonas Assassinas foi realizada no Orlando Scarpelli com a presença de expressivo público.
Eventos Religiosos
Vários são os eventos de fé religiosa que se realizam no Orlando Scarpelli. Todos os encontros já realizados superlotaram as instalações do Estádio.
Copa do Brasil
Figueirense e Santos levaram um grande número de torcedores ao Scarpelli em março/1997, quando defrontaram-se pela Copa do Brasil.
Super Copa dos Campeões
Em noite de grande festa no Estádio Orlando Scarpelli, Flamengo (RJ) e Velez Sarsfield (Arg), em jogo válido pela Super Copa dos Campeões, em outubro/1997, brindaram o público presente com um dos maiores espetáculos esportivos do ano em Santa Catarina.

A ESTRUTURA DE UM GRANDE ESTÁDIO

    O Estádio do Figueirense que tem o nome de Orlando Scarpelli em homenagem a seu ex-dirigente e responsável direto pela doação do terreno para sua construção, está instalado em um terreno de 29,7 mil metros quadrados numa das áreas mais valorizadas do setor continental da Capital. O campo de jogo, que apresenta um gramado de excelente qualidade, tem 110 x 75 metros e possui um eficiente sistema de drenagem. Suas torres de iluminação com 60 potentes refletores, conferem qualidade e segurança aos espetáculos noturnos. Apresenta 15 portões para a entrada do público, 5 rampas de acesso às grandes arquibancadas e 40 guichês para venda de ingressos. São 12 os pontos de venda de bebidas e lanches , 10 as cabines para rádio e televisão e 9 os banheiros. Como suporte à atividade fim, estão instalados a clínica médica, setor de fisioterapia, sala de musculação, refeitório, dormitórios para os atletas amadores e profissionais. Para o desenvolvimento das atividades administrativas e atendimento ao quadro social o Clube dispõe de sua Secretaria cujos serviços, em quase sua totalidade, estão informatizados.
Sua inauguração se deu em 15 de agosto de 1973, num jogo contra o Vitória da Bahia.
 
 

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